devaneios sobre o amor….

Li uma frase outro dia, que mexeu comigo: “Amar exige coragem e hoje somos todos covardes”. Sim, eu concordo, somos todos covardes! Hoje em dia o “amor” virou uma coisa tão supérfula, banal, que desacreditamos nele. Perdemos a coragem, coragem de lutar pelo que queremos, ou melhor, por quem queremos. O mais engraçado é que na maioria da vezes, o que queremos está bem debaixo do nosso nariz e não vemos, pois a grama do vizinho é sempre mais verde, não é mesmo? Alguns tem a família perfeita… um marido(mulher) companheiro(a), amigo(a)… amante… filhos.. lindos… Todos a sua volta olham e pensam: “É isso que eu quero pra mim!”. Enquanto você, que tem isso tudo não se vê feliz, não consegue enxergar quão linda é sua familia e seu relacionamento. Não valoriza o(a) companheiro (a) que está do seu lado.



Já tem outras pessoas, que tem o amor aos seus pés, mas prefere não ver, não assumir,não viver aquilo, pois prefere continuar sofrendo pelo seu passado. O que passou, passou! Como diz Arnaldo Jabor em um dos seus textos “deu certo sim, durante o tempo que tinha que durar”, mas isso não quer dizer que foi errado, que deu errado. Temos que aprender a viver o momento, o presente! Conseguir enxergar toda forma de amor a nossa volta sem medo de ser feliz. Quantas pessoas correram atrás de você, demonstraram todo sentimento que tinham e você, por medo, não por não gostar ou não estar afim, por medo, deixou isso passar? E hoje, quando olha pra trás pensa, eu devia ter tentado! Poderia ter dado certo! Outras vezes, você, por medo de tentar mais uma vez e, mais uma vez dar errado, deixa o amor escapolir por entre os dedos e quando consegue exergar, é tarde demais, passou. Sim, o amor passa, qualquer tipo de sentimento passa! Mas isso não quer dizer que ele nunca existiu, existiu sim, mas durou o que você e talvez seu(a) companheiro (a) deixou durar, mas passou e agora, não tem mais como voltar atrás.


Mas tem também, outras maneiras de demonstrar a nossa covardia. Falta coragem também pra assumir que acabou. É uma coisa que eu tento, arduamente, mas não consigo entender. Vejo muito a minha volta, relacionamentos que já acabaram, mas as pessoas teimam em dizer que não. Alguns por medo de começar tudo de novo, outros por medo de conviverem consigo mesmos, de se conhecerem, medo de ficar sozinhos. Tem também aqueles que simplesmente não querem admitir que acabou. Meus amigos, tudo nessa vida tem início, meio e fim, seja ele o final que for. Não é vergonha nenhuma admitir que acabou. Tem também o sentimento de posse, ao meu ver, o pior de todos. Casais que não se amam mais, algumas das vezes nem se toleram, mas não deixam o outro seguir em frente, por puro egoísmo. Medo de ver outra pessoa fazer feliz quem ele(a) não conseguiu. A que ponto chegamos!


Os relacionamentos não duram mais, e os que duram, quase nunca são verdadeiros. Uma vez me perguntaram se eu acredito no amor.Se ainda tenho esperanças de ter alguém ao meu lado por amor. Sem vergonha nenhuma, eu disse que sim. Sou moderna, “atirada”, faço o que quero e quando quero. Ou quando não quero, não faço. Estou sozinha sim, mas sabe porquê? Sou romântica. Quero um sentimento verdadeiro. Prefiro estar só a viver algo de mentira. Não preciso de um homem que abra a porta do carro pra mim, preciso de um homem que me faça rir… que me traga chocolate sem eu pedir… Não preciso de flores, preciso de simples demonstrações de afeto… Preciso que ele fique do meu lado calado quando eu não quiser falar e que brigue comigo quando eu estiver errada. Nada é perfeito. Eu não sou perfeita, você aí que está me lendo não é perfeito. Minha única exigência é que seja verdadeiro. Quero alguém que não seja covarde a ponto de se esconder, fingir ser o que não é, fazer o que não quer, pelo simples medo de amar…. Sim, sou uma romântica incurável, mas que não perde a esperança de enxergar e ter um amor… Não precisa ser tão lindo quanto nos filmes, só precisa ser verdadeiro.






Beijos






Luh