Ah, como eu queria!


Recebi esse texto do Woody Allen, achei inteligente e engraçado. Se eu pudesse escolher, a como eu queria:





“Na minha próxima vida quero vivê-la de trás p’ra frente. Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiadamente saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí viro um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois – Voilà! – desapareço num orgasmo.”

beijinhos!!!

Pedaços da minha vida – Parte II

Continuando, morei com meu pai e minha madrasta até os 22 anos. Fiquei desempregada e desesperei, resolvi voltar para o interior. Morar com minha mãe e nessa mesma época comecei a namorar com L, uma amor forte e complicado.Morei com ela durante exatos 6 meses, enquanto meu seguro desemprego durou. Ela desesperou, começou a brigar comigo por coisas fúteis. Eu conseguia bicos, mas emprego era complicado, pois todos achavam meu curriculum bom demais e que eu não iria trabalhar por pouco. Até que um belo dia, deixei de pagar uma bendita de conta de luz. A conta vencia no sábado e como ia vir para BH passar o aniversário do meu irmão com ele, deixei pra pagar na segunda. Cheguei no domingo, a conta paga e minha vida se transforma em um inferno. ( detalhe, a conta era de míseros R$ 22,00). Se ela estivesse com a televisão ligada, eu não podia ouvir música no meu quarto, meu banho era cronometrado, se ultrapassasse o horário estipulado, ela desligava o relógio.Dentre outras coisinhas que prefiro nem comentar. No sábado, depois de inúmeras brigas, ela me convidou a retirar da casa dela, pois disse que não me suportava mais. Por sorte, eu tinha guardado todo o dinheiro do meu fundo de garantia. A família do L me acolheu, me ajudou, me deu todo apoio que eu precisava naquele momento. Aluguei uma casa, tinha quase nada para colocar dentro, mas tinha tranquilidade e paz. Arrumei emprego em uma loja de celular. Tudo ia bem, até meu namoro entrar em crise. Traição e brigas. Terminei, fiquei sem chão. Sem meu namorado e sem a família que eu tinha lá. A dele, que me acolheu como filha. O pai dele me chamava de filha preta, tenho um carinho imenso por ele até hoje.Um tempo depois, meu patrão abriu uma filial na cidade vizinha e pediu pra que eu fosse morar lá e cuidar da loja. Liguei pra minha mãe como se nada tivesse acontecido, fiz as pazes com ela e nunca mais tocamos no assunto. Mudei. Com 9 meses morando nessa cidadezinha, um ex patrão de BH me ligou, me fez uma proposta pra voltar para Belo Horizonte e trabalhar com ele. A proposta era boa. Ia conseguir continuar morando sozinha e ficar perto da família do meu pai. Aceitei! Achei que tinha encontrado meu caminho.Voltei para BH, aluguei um apartamento no mesmo bairro que meu pai morava, aos poucos fui mobiliando. Ficando do jeitinho que sempre sonhei. Em dezembro deste mesmo ano, meu pai separou e foi morar comigo. Continuei pagando as contas da casa sozinha até minha tia compra um apartamento pra ele. Nos mudamos. Comecei a ficar sobrecarregada, pois eu era o único apoio dele e não estava conseguindo sozinha. Como sempre, me fazendo de forte, mas fui perdendo as forças. Comecei a entrar em depressão. Todos me julgavam, falavam que ao invés de ficar com meu pai, eu preferia ir para o interior. Mas ninguém via que era uma maneira que eu arrumei de fugir dos problemas. Acho que sempre foi assim, eu cuidando dele, ao invés dele cuidar de mim. Sempre fui apaixonada com meu pai, é um amor incondicional e inexplicável, mas isso não faz com que eu esqueça tudo. Tento, mas não consigo. Ano passado comecei a fazer faculdade, realiza um sonho. Novamente tive a errônea sensação de que tudo ia se encaminhar, mas na verdade me sobrecarreguei mais ainda. Pois além do emocional, o financeiro foi para as ‘cucuias’. Descontrolei e agora me sinto sozinha, com dívidas. Sem ninguem pra me apoiar financeiramente e emocionalmente. Mas, como vivem falando pra mim, sou guerreira. Se sobrevivi sozinha até aqui, por mais difícil que seja, vou continuar superando! Me superando!!!É claro que nos momentos difícies da minha vida, sempre tive anjos, vários anjos. Amigos! Amigos passageiros, amigos de longa data. Amigos que passaram e amigos que ficaram. Sabe qual é a minha esperança?! É que tudo passa!!! E essa fase difícil também vai passar! 
beijinhos!

Pedaços da minha vida – Parte I

To triste.. Triste porque descobri que não consegui superar acontecimentos da minha infância, adolescencia, etc. So sad! Me senti a última das últimas. Fraca! Não gosto de ser ou estar fraca!! Taurina! Sim! Teimosa demais!Gênio forte, imponente! Chata! Não gosto também que tenham pena de mim! ODEIO! Não sei pedir ajuda, ‘arrego’, socorro! Sofro calada! Choro calada!!!E o pior, sou tachada de egoísta por isso. Tenho que tomar uma atitude, mudar, melhorar. Aprender a ser egoista de verdade. Devem estar achando que eu sou uma louca ne?! Eu também, não se preocupem! Bom, minha vida começou assim. Nasci de uma transa entre um garoto de 17 anos e uma mulher de 27. Uma única transa, sim, sou aquele espermatozóide super ultra mega rápido. Cresci entre a cidade da minha mãe e a capital do meu pai. Férias, feriados, vida, toda dividida. Quando eu tinha uns 9 anos as brigas sérias entre os dois começaram e eu comecei a criar minhas verdades, já que cada um tinha a dele. Menti pra mim mesma várias vezes, pensando que meu pai era o melhor do mundo. Que minha mãe era minha heroína. Achava que os dois me queriam, hoje vejo uma disputa de egos. Minhas tias supriam as necessidades do meu pai, com presentes, passeios e até carinho, pois ‘ele era muito novo pra conseguir cuidar de uma filha’. Eu chegava na minha cidade e falava pras minhas amigas que o meu pai tinha feito tudo que minhas tias fizeram. Chegava meu material escolar, que minha tia e madrinha mandava e eu falava que era ele quem mandava. Minha mãe falava que eles não gostavam de mim, que queriam me comprar. E eu lá, criando as verdades que eu queria. Muita coisa as duas partes esconderam de mim. Até os onze anos eu não tinha sido registrada com o nome do meu pai, mas já assinava, inclusive nas provas da escola. Na última audiência ouvi meu pai dizer as seguintes palavras ” Eu sou o pai dela, ela é minha filha, mas não vou registrá-la em meu nome”. E eu fiquei lá igual um filhote de curuz-credo pensando: ” se ele é meu pai, porque não vai me registrar?”. Por causa da minha amada mãe, que queria mais do que o de direito. E assim foi minha vida. Cheguei na adolescência, sobrevivi. Começaram as saídas, os namoricos e eu me apaixonei, com 16 anos. Minha mãe não aceitou o namoro, adiantou? Claro que não, com 16 anos podemos tudo! Continuei namorando escondido. Quando ela viu que não conseguia proibir meu namoro e nem me controlar, me trancou em casa. Era da casa pra escola, da escola pra casa. Fiquei umas semanas assim. Só chorava, pois quando ia alguma amiga me ver, minha mãe sentava ao meu lado durante a conversa, pra garantir que as meninas não levassem recado do meu namorado. Um belo dia, eu chorando, minha mãe fora de casa, eu trancada, uma amiga passou e viu da janela o meu estado. Perguntou o que estava acontecendo e me pediu o telefone do meu pai, que ela ia ligar pra ele. Ligou, contou a minha versão. Ligou pra minha mãe, que contou a dela e falou o seguinte “Se você não vier buscar sua filha, eu vou jogá-la na rua, pois eu não aguento mais” (fiquei sabendo disso ano passado, que é uma historia a parte). Vim morar com meu pai e a mulher dele em Belo Horizonte. Sim! Madrasta! Uhuuu! Que felicidade! No início foi tudo ótimo. Tinha meu quarto, estudava. Depois comecei a trabalhar, fui conquistando a confiança do meu pai. Ahhh e o melhor, continuei namorando! A distancia… ainda conseguimos namorar tres anos e meio. Meu primeiro amor, primeiro tudo! Saudade… Bom, o que acontece é que eu não tive um pai presente, responsável. Tive tias, tios. Os maridos das minhas tias, nossa! Foram pais pra mim, só tenho a agradecer. Um deles fala que eu tinha que ser filha dele, não é lindo? Mas voltando ao MEU PAI, ele não conseguiu ser um pai pra mim. Quando vim morar com ele, aos 16 achei que seria a oportunidade da gente ser pai e filho. Mas a esposa dele tinha ciúmes, engravidou achando que íamos afastar. O tiro saiu pela culatra, meu irmão, minha vida, hoje com 11 anos é quase um filho pra mim. Temos uma afinidade muito grande, nos damos bem e somos muito próximo, graças a Deus.  Mas, continuei sem pai. Hoje vejo meu pai fazendo café da manhã pro meu irmão, comprando presentes, pagando escola particular, passeando, etc. Dói. Dói não por ciumes, mas porque continuo sem pai. Ontem brigamos (feio), descobri que meu pai não sabe nem o ano que eu nasci. No meu aniversário ele não me deu presente, meu irmão comprou uns sabonetinhos artesanais com o dinheiro dele, porque viu que eu fiquei triste (sim, ele é um fofo). O problema não foram os erros do passado, o problema é que ele continua errando. Sou apaixonada por meu pai. Mas isso tem me machucado demais. Não consigo mais fingir que sou forte, que nada está acontecendo. Quero minha vida de volta! Não ter que preocupar com ele, pois na maioria das vezes parece que eu sou a mãe dele. Ontem ele falou que eu tenho que respeitar ele, pois ele é meu pai. Falei pra ele agir como tal, pois eu sou filha dele e não mãe e não consigo mais cuidar dele, preciso que ele cuide de mim…. (continua)…

Coisas simples da vida!

Oi gente! Como estou andando chatinha ( em homenagem a Mi), extressa e tals resolvi postar sobre coisas simples da vida, que nos fazem bem, que nos acalmam, nos fazem felizes.  Sabe, coisas do cotidiano no geral, acontecimentos, pessoas, coisas, etc!! Então vamos lá… O que me acalma…. ver uma criança, quanto menor melhor. Eu tenho imã né! Posso até fingir que não vejo que elas me vêem! Quando olham para mim, com aqueles rostinhos angelicais ( eu sei que nem todos são, mas são! rsrs), com aqueles sorriso banguelos e sinceros! Gente, é como se o mundo parasse por segundos. Como se eu sumisse e esquecesse de tudo. Sinto uma tranquilidade sem preço. Deitar no chão e ficar olhando para as estrelas. Tá.. eu sei! Na cidade grande isso é meio complicado, pois a poluição não nos deixar vê-las. Mas quem mora ou morou no interior sabem do que estou falando. Lembro uma vez, eu tinha uns 12, 13 anos fui pra fazenda de uma amiga, na carroceria da caminhonte. Deitamos lá, enroladas em um cobertor, sem falar uma palavra olhando aquele céu deslumbrante, cheinho de estrelas. Não tenho palavras pra descrever isso. Hoje não somos amigas, nem colegas, mas sempre lembro dela pro causa do céu da fazenda! rsrs Além das estrelas.. a Lua.. é uma beleza imensurável a de uma lua cheia. A noite fica clara, calma. Agora, para acordar feliz, nada como aquele dia ensolarado, céu azul, sem nuvens, para ficar mais perfeito só se eu estiver na praia, pois no fim do dia, o pôr-do-sol é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O.
Outra coisa que gosto de ver, são velhinhas, aquelas bem velhinhas mesmo, andando pela rua, fazendo compras. Acho tão bunitinho. Fico imaginando como vou ser quando tiver aquela idade. Sem contar o seguinte, nos dias de hoje, idosos são sobreviventes nesse mundo louco. 
Quem mora em BH. A praça da liberdade é linda. É um lugar que todos passam, poucos aproveitam e outra minoria vê a beleza dela. Sair e divertir com as amigas. Pode até ser uma amiga só, não tem problema. Tem coisa mais gostosa do que ficar horas jogando conversa fora. Assunto é o que não falta! É muito bom! 
E vocês, quais são as coisas simples da vida que fazem diferença pra vocês ??
beijinhos

Desabafo: a beira de um ataque de nervos!

Nervosa eu? Não.. imagina …. sou uma mulher bomba no momento. Cansadinha de tudo sabe. Das cobranças em todos os setores da minha vida. Eu trabalho, faço faculdade, academia… meu dia tinha que ter umas 30 horas ou mais pra eu conseguir fazer tudo que quero e preciso e eu tinha que ganhar pelo menos o dobro pra pagar todas as minhas contas. Como se já não bastasse os dias turbulentos, tem as cobranças. Cobrança da família, pai, amigo, cachorro, perequito, papagaio… ODIO! Todo mundo sempre te cobrando alguma coisa, mas ninguém é capaz de te perguntar: o que tá acontecendo com você? Tá precisando de alguma coisa? Não.. ninguem pergunta, mas todos falam: porque você não faz isso? porque você não faz aquilo? Porque você não é assim? Porque você não é assado? Ou seja, por mais que eu tente, não vou ser boa o suficiente nunca e pra ninguém. Aliás, to cansada de ser boasinha. De estar sempre tentando ajudar todos a minha volta, de estar sempre pensando em todo mundo, inclusive sentimento alheio e ninguém pensar em mim. Todos brincam, todos zoam, mas ninguém se interessa verdadeiramente por ninguém. E eu tenho que tolerar isso? Não… não sou obrigada. De agora em diante que cada um pense em si porque eu vou pensar e mim e foda-se pro mundo. Darei um jeito de mudar e ser um pouco mais egoísta sabe. Vou viver minha vida e foda-se pro resto. Não tá bom pra você assim? Então foda-se seu! Não quero saber! Quero ser e estar feliz o resto não me interessa. Tenho que ser amiga, mulher, mãe sem ser mãe, irmão mais velha, filha, sobrinha, colega perfeita? Não! Não tenho que ser perfeita, tenho que ser eu mesma. Quem gosta de mim assim, ótimo! Quem não gosta… sorry! Não posso te ajudar! Dá meia volta e some!Ah.. detalhe, não estou de TPM. Estou só cansada de tudo! Desculpe… mas precisava desabafar… e nem consigo falar tudo que estou sentindo.. mas obrigada por me tolerarem..
beijos